60 anos transportando histórias e sonhos...
Em 1931, tripulando uma esquadrilha composta por 14 hidroaviões Savoia Marchetti da Aeronáutica Italiana, o Oficial aviador TITO MASCIOLI, participou da primeira travessia do Oceano Atlântico e pisou em solo brasileiro pela primeira vez. Alguns anos mais tarde o Major Tito Mascioli retornou ao Brasil para ficar.
Em 1937, o Dr. Arthur Brandi, um agrimensor que viria a ser cunhado do Major Tito, estava realizando um loteamento na região do Jabaquara, mas enfrentava dificuldades para vender os terrenos, pois era um bairro longínquo e não havia transporte para o centro de São Paulo. Para alavancar as vendas a única solução viável era criar e operar uma linha de ônibus, ligando o Jabaquara à Praça da Sé. E quem assumiu esse desafio foi Tito Mascioli.
Na época, o sistema de concessões de ônibus urbanos funcionava mais ou menos como as licenças atuais de táxis. Foram então, compradas seis licenças e com elas iniciada uma empresa de ônibus urbano, a Auto Viação Jabaquara S.A.
Um homem empreendedor, Tito Mascioli logo percebeu que havia um grande futuro no ramo de transporte de passageiros, e passou a dar grande atenção ao setor. Em pouco tempo a Auto Viação Jabaquara S.A. tornou-se a maior empresa de ônibus urbano de São Paulo, controlando 40% do transporte coletivo do município, com exemplar qualidade nos serviços prestados.
Os negócios iam bem, tanto no ramo imobiliário, quanto no de transportes, mas em 09 de março de 1947, com a criação da C.M.T.C. - Companhia Municipal de Transportes Coletivos, a Auto Viação Jabaquara S.A. foi encampada. Tito Mascioli chegou a ocupar o cargo de Diretor Tesoureiro da C.M.T.C. por um curto período, mas nem assim conseguiu receber qualquer indenização.
Contudo, Tito Mascioli já estava fascinado pelo ramo e ainda em 1947 adquiriu a Empresa Auto Viação São Paulo-Santos Ltda., que havia sido constituída em 02 de fevereiro de 1943. Aos 17 de fevereiro de 1948 passou a se chamar Auto Viação São Paulo-Santos S.A. e em 07 de maio de 1948 teve sua denominação alterada para VIAÇÃO COMETA S.A.
O nome VIAÇÃO COMETA surgiu em função do desenho que já existia na lateral dos ônibus da Empresa Auto Viação São Paulo-Santos Ltda., para sugerir rapidez. As cores originais da COMETA, azul e bege, foram inspiradas em um jogo de porcelana no qual o Ilmo. Maj. Tito Mascioli e sua esposa tomavam chá na Europa. Ela havia gostado das cores e ele afirmou que seus ônibus a teriam.
Em 08 de junho de 1949 concluiu-se a incorporação da Expresso Bandeirantes Viação S.A. à VIAÇÃO COMETA S.A., ficando aquela extinta. Em 02 de outubro de 1950 também foi incorporada a Rápido Serrano Viação S.A..
Logo após a ligação São Paulo - Santos, novas linhas começaram a ser implantadas como São Paulo - Campinas, São Paulo - Jundiaí e muitas outras ligações pioneiras para o interior do Estado.
Em 08 de dezembro de 1951 foi concedida sua primeira linha interestadual, São Paulo - Rio de Janeiro, pela recém construída Rodovia Presidente Dutra.
Aos 18 de março de 1954 foi apresentada a nova frota da linha São Paulo - Rio de Janeiro composta por 30 ônibus norte-americanos GM Coach modelo PD-4104, batizados de MORUBIXABA - chefe das tribos indígenas brasileiras. Moderníssimo para a época, com design revolucionário, carroçaria de alumínio, janelas panorâmicas, vidros rayban, suspensão a ar dianteira e traseira, ar condicionado, motor diesel traseiro transversal de 6 cilindros, 2 tempos e 211 cv. Foi o ônibus de maior sucesso no Brasil nas décadas de 50, 60 e início dos anos 70.
Em maio de 1962 foi inaugurada uma nova garagem central em São Paulo, que é a sede da Companhia até hoje.
Na década de 60 a VIAÇÃO COMETA tinha cerca de 300 Mercedes-Benz, modelos Super B, Senemby e Flecha Azul sendo uma das maiores frotistas Mercedes do mundo. Em 1961 entraram na frota, e dela tomaram conta, os Scania. A VIAÇÃO COMETA S.A. tornou-se a maior frotista SCANIA do mundo, marca exclusiva da segunda metade dos anos 70 até o final de 2002. Foram utilizados o B-75, B-76, B-76 Super, B-110, BR-115 Super, BR-116, K-112, K-113 e K-124.
Em 1970 foi introduzida a suspensão a ar nacional e motor turbo, que equipavam o TURBO JUMBO.
Em 1970 foi introduzida a suspensão a ar nacional e motor turbo, que equipavam o TURBO JUMBO.
As carroçarias de duralumínio utilizadas pela Cometa, apesar do custo mais elevado, apresentam várias vantagens. Por serem bem mais leves, poupam esforço inútil ao motor, freios e demais componentes mecânicos, diminuem o consumo de pneus e combustível, proporcionam maior aceleração, agilidade e manutenção da velocidade, têm maior durabilidade, pois não sofrem a ação da oxidação sob a forma de ferrugem, e ainda, maior elasticidade, o que minimiza os danos nos casos de colisões.
Os ônibus batizados de Papo Amarelo, Flecha de Prata, Jumbo B, Jumbo C, Jumbo G, Setebelo, Turbo Jumbo, Dinossauro e Dinossauro II foram encarroçados pela CIFERAL, que entrou em concordata em 1982.
Como a COMETA já possuía uma tecnologia avançada em carroçarias com estrutura monobloco em duralumínio, partiu para a fabricação própria, uma vez que no mercado não havia nenhum outro fornecedor de carroçarias em duralumínio.
Em maio de 1982 foi dado o início da construção da fábrica e em 16 de março de 1983 a C.M.A. - Companhia Manufatureira Auxiliar foi homologada junto ao CDI - Conselho de Desenvolvimento Industrial. Em abril de 1983 saía o primeiro ônibus fabricado em casa, o FLECHA AZUL.
Embora parecido com seu antecessor, o DINOSSAURO II, este carro tinha nova estrutura que proporcionou considerável redução de peso, nova distribuição das janelas para evitar a disposição de poltronas frente às colunas, e o mais completo painel de ônibus já fabricado no Brasil, com voltímetros, amperímetros, manômetros de óleo, ar e turbina, termômetros de água e óleo, conta-giros, horímetro, tacógrafo e diversas luzes “espia”, além de alarmes sonoros. E ainda, poltronas revestidas com um material nobre, couro legítimo.
Equipado com câmbio automático computadorizado surgiu o FLECHA AZUL AUTOMÁTICO.
Com um aumento de 10 cm na altura do veículo e câmbio mecânico, foi a vez do FLECHA AZUL II.
Com um aumento de 10 cm na altura do veículo e câmbio mecânico, foi a vez do FLECHA AZUL II.
Com a eliminação da janela rebaixada e nova distribuição das janelas, nasceu o FLECHA AZUL III.
Com rodas de alumínio, o FLECHA AZUL IV; com um vidro na parte inferior da porta e alterações internas, o FLECHA AZUL V e VII.

Com aumento de altura, cabine fechada, ar condicionado, vidros colados e poltronas Leito, o FLECHA AZUL VI e FLECHA AZUL VI B.
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Com a mesma altura dos leitos, tampa do motor fechada, câmbio confort shift ou optcruiser, o FLECHA AZUL VIII.
Rompendo com o modelo anterior, surge um ônibus com três eixos, vidros fixos, ar condicionado nos veículos convencionais, nova programação visual com um Cometa estilizado na lateral, e chassi SCANIA K-124 IB 6X2, denominado COMETA, que começou a operar na linha São Paulo - Franca em 29 de abril de 2000.
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Em dezembro de 2001 há uma cisão, e um dos sócios e presidente da empresa, sai definitivamente da sociedade. No início de 2002 os demais acionistas vendem as ações para o grupo JCA.
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A negociação do controle acionário da COMETA, não incluiu a fábrica de carroçarias CMA, que continuou com o antigo controlador. A nova COMETA optou pela aquisição de carrocerias com design mais moderno, tanto da Marcopolo quanto da Irizar. E além de novos Scania, também passaram a fazer parte da frota novos Mercedes-Benz e Volvo.
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Acompanhando o novo design da frota, outro logotipo passou a ser utilizado em substituição à tradicional logomarca.
O símbolo utilizado na nova frota foi originado da foto do Cometa Hale Bopp de autoria de Josep M. Drudis, tendo sido adquirido o direito de uso, novamente, de autor radicado na Espanha.
UMA HOMENAGEM DA EQUIPE BETIMBUS E ASSOCIADOS AO 60º ANIVERSÁRIO DA VIAÇÃO COMETA S/A.
TEXTO e BANNERS: Website oficial da empresa (http://www.viacaocometa.com.br/)
FOTOS: Equipe BetimBus
