Tudo começa da seguinte forma: Havia uma reunião marcada com a equipe de trafego da Viação Santa Edwiges, em Betim no mesmo dia do fato acima citado, para entregarmos uma pesquisa sobre uma grande linha do sistema e sobre sugestões para algumas linhas. Chegamos na garagem as 15:50, pedimos para chamar o gerente de tráfego e porteiro nos avisa que ele não estava na empresa para a reunião marcada. Então voltamos para a área central da cidade e decidimos então fazer a viagem misteriosa até aquele momento. Para mim, uma experiência inédita, pois nunca tinha entrado em um carro da 830.
Após um bom tempo no ponto, o carro 9535 vem, e embarcamos próximo a escola Afonso Pena. Deste local ate o Rubens do Pinho Ângelo, Walysson e eu fomos conversando sobre algumas curiosidades do carro, por ser um carro ano 1995 e estar em boas condições de trafegar nas ruas de Betim. Quando o carro começou a fazer o retorno no “Mutirão” (assim e conhecido o Conj. Rubens do Pinho Ângelo), fomos para os assentos próximos ao cobrador Anísio (excelente profissional e pessoa), e começamos a conversar, falando sobre frota da empresa, mostramos nossa pesquisa e ouvimos valiosas sugestões e reclamações de um operador, dando material e idéias para uma grande e rica pesquisa sobre a 830. Foram aproximadamente 90min de conversa descontraída com fatos inusitados, como passageiros pulando a catraca sem pagar a passagem, e uma família pedindo carona dizendo que era de um lugar longe dali (foi ate o bairro onde o cobrador mora, e ele nos disse que em 15 anos de moradia em tal local, nunca tinha visto aquele grupo de passageiros).
Eu conheci um lugar muito interessante, vianopolis (região 8 TransBetim), seguimos MG-060 em boas condições de trafego, pois em encontra-se com um ótimo asfalto, ate o chamado alto marimba. O carro desceu a rua de acesso ao local citado e voltou para a 060, minutos depois, o 9535 encosta-se ao PC, e ali já estava o carro 9959.
Chegamos no PC as 18:40, agradecemos aos operadores e elogiamos pelo excelente trabalho, e começamos a conversar com os operadores do 9959 (Bruno e Cristiane). Tentamos puxar dados do carro, pois ele rodava no sistema DER. Mas fomos conversando com os mesmos, e enquanto Walysson colhia dados para a matéria que estão lendo, eu fui conversar com o fiscal do PC, chamado Alexandre. Mostrei a nossa pesquisa ao mesmo, para que não imaginasse que estivéssemos fazendo espionagem das linhas da Santinha.

O carro 9959 partiu as 19:00 e lá ia a BetimBus nele, com um cabrito 16-210 andando muito, sem o rangido típico de um VW, e na rodovia, o carro apagado, só restando acesos os faróis e o letreiro ate o bairro alto marimba. O carro voltou para a 060 e o Bruno apagou o 9959 outra vez, só o acendendo em Vianopolis, e na MG-050, que esta em estado deplorável, volta a apagar o carro, só o acendendo ao entrar em perímetro urbano, próximo a Metal Sider, de onde consegue ver a garagem da Santa Edwiges e seu filho único, o 69009. Eu desci no ponto que embarquei no 9535, mas antes, agradeci muito aos operadores do 9959 e fui para a minha casa, com a sensação de dever cumprido e uma historia para contar a todos os betinenses e a todos que entraram em nosso blog.
Aqui termina meu post, mas essa saga anda não termina. Pois vem o texto de Walysson “Duff” Tangrins, contando os bastidores da viagem e dando atenção especial os mestres que a busologia sempre respeitou, e muitos busólogos já sonharam em ser: OPERADORES DE TRANSPORTE URBANO.

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